Pus o carro a trabalhar, ouvi o Markl a terminar o cromo da manhã, e percebi que alguém tinha falecido mas não conseguia perceber de quem estava a falar. O meu cérebro começou a fazer um "search" sem sucesso, ele diz "... António" e eu continuo-o "mas qual antónio, qual antónio!!???" e depois passam uma gravação do António Feio e os meus olhos ficaram vidrados, ouvia a Alice nas minhas costas a falar ininterruptamente mas não conseguia prestar-lhe atenção ou perceber o que dizia porque o meu cérebro ficou claramente uns minutos a fazer "ahahahahahahahahahahahahah".
E só quando a música que passaram a seguir terminou é que voltei à realidade.
Obrigada António por todos os momentos maravilhosos de gargalhadas fartas e incontroláveis que me proporcionaste, por todas as lágrimas de riso honesto que me fizeste chorar, enquanto actor, enquanto encenador. Até sempre
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R.I.P. José Saramago
"uma vela nunca se apaga por esmorecimento contínuo. No último momento, como uma espécie de canto do cisne, a chama é mais alta, ilumina mais. Levanta-se, alarga-se e acaba" José Saramago
o que poderei dizer do Homem que escreveu o livro que eu mais gostei de ler até hoje?
Um excerto de uma das crónicas do Deste Mundo e do Outro apareceu num teste de português no 8º ano. Rasguei cuidadosamente o enunciado para ficar com o nome do livro, e andei com aquele pedacinho de papel durante uns dois anos no meu porta-moedas. Já não recordo exactamente como é que consegui comprar o livro, mas lembro-me que fiz várias tentativas falhadas para a família mo oferecer. Diziam-me que era muito nova para ler Saramago e ofereciam-se para me comprar mais um número da colecção juvenil Patrícia, em alternativa.
Penso muitas vezes "ainda bem que guardei aquele pedacinho de papel" e OBRIGADA Saramago por todos os momentos de leitura fabulosos que os teus livros me têm proporcionado e continuarão a proporcionar.
o que poderei dizer do Homem que escreveu o livro que eu mais gostei de ler até hoje?
Um excerto de uma das crónicas do Deste Mundo e do Outro apareceu num teste de português no 8º ano. Rasguei cuidadosamente o enunciado para ficar com o nome do livro, e andei com aquele pedacinho de papel durante uns dois anos no meu porta-moedas. Já não recordo exactamente como é que consegui comprar o livro, mas lembro-me que fiz várias tentativas falhadas para a família mo oferecer. Diziam-me que era muito nova para ler Saramago e ofereciam-se para me comprar mais um número da colecção juvenil Patrícia, em alternativa.
Penso muitas vezes "ainda bem que guardei aquele pedacinho de papel" e OBRIGADA Saramago por todos os momentos de leitura fabulosos que os teus livros me têm proporcionado e continuarão a proporcionar.
A Pantera está de luto

Ontem faleceu Vasco Granja, ou o Pantera cor-de-rosa como também era conhecido. Encheu as minhas memórias com o programa "Cinema de animação" na RTP. Por ele descobri a Pantera, o Tintin, o Lucky Luke e centenas de filmes de animação de leste.
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