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A DECO PROTESTE lançou hoje a petição: Contra extras na electricidade, junte-se a nós

Junte-se ao protesto. Assine a petição para dar força à intervenção da Associação de Defesa do Consumidor junto do Governo e da Assembleia da República.

Das Leben der Anderen | The Lives of Others


O filme excepcional sobre as Stasi. Esta conversa em particular faz-me imaginar como decorrerão inúmeras das conversas de quem está envolvido na política. Para quem ficar intrigado pode ver o trailer.

O SOCIALISMO

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Em vez de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos, eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por "justiça" dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, mais ninguém queria estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte dos seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Haveria sempre fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

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"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

Portugal. O absurdo é o limite.

[reprodução integral do artigo de Tiago Mesquita para o Expresso]

Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR

O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.

Tiago Mesquita (http://www.expresso.pt/)

9:00 Terça feira, 5 de Outubro de 2010

Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.

Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)

O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.

"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração

Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.

Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.

Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.

Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.

» Mais artigos de Tiago Mesquita

Salvem os ricos... fabuloso


Obrigada Gi por me enviares estas pérolas.

Um país de brandos costumes

A decisão de passar todas estas palavras para a forma escrita ficou decidida após ver o cartoon do Gonçalo Viana para a revista Visão. Quando algo me incomoda muito, fica alí, como uma farpa no dedo que não se consegue tirar, por mais que escabichemos. Escrevo os textos mentalmente durante dias a fio, a decisão de passar para o papel, ou neste caso para bits, fica dependente desse passar de dias, em que espero o resultado do escabichanço. Por vezes a farpa sai e já não sinto necessidade de a escrever.

Vem do tempo de Salazar e aparentemente nada mudou. Somos o país dos 3 F's: Fado, Fátima e Futebol (não necessariamente por esta ordem de importância). Já diziam os Romanos "dá-lhes pão e vinho".

O Benfica ganha o campeonato e na mesma noite, nos noticiários, é anunciada a subida das taxas de IRS, no dia seguinte só se ouvia falar do Glorioso. Depois veio o Papa, que nos custou milhares de euros, graças à nossa opulência burguesa e que como é óbvio foi a Fátima e mais uma vez se falou de tudo menos do que importa. Ainda se falou do concerto dos "Amália hoje" em Shangai, que de tudo isto é ainda o que se aproveita. E neste momento temos um país enebriado pelo Mundial de Futebol.

Transformam-se SCUTs em Auto-estradas para se cobrar portagens. Ir de Viana do Castelo ao Porto ou vice-versa vai custar mais de 8 euros. Será que o governo tem noção da quantidade de pessoas que fazem esse percurso diariamente para trabalhar? Ou terão noção do tempo que demora a fazer o percurso pela antiga estrada nacional? Eu pergunto-me inclusivé se muitos deles saberão deslocar-se de outra forma que não seja com carros de batedores!!!

Sobe-se o IVA e o IRS e com isso o preço dos serviços básicos, luz, àgua e gás que já sofreram aumentos no início do ano vão novamente aumentar, e depois vem a comida, os combustíveis, a roupa, os medicamentos... E quando tudo sobe é quando as pessoas passam a ganhar menos porque a taxa de IRS também subiu. É a teoria da bota de elástico, conseguir fazer o mesmo, com menos dinheiro, mas pagando mais por esses mesmos bens e serviços.

O governo corta 5% nos ordenados, mas aumenta em 25% as despesas de representação dos deputados. E gasta mais algum a comprar o 3º computador para cada deputado, e mais algum para umas obrinhas no parlamento. E não se pode adiar o TGV. Nem pedir aos desempregados que façam trabalho de voluntariado. Fiscalizar os casos de Rendimento Social de Inserção é coisa para se ir fazendo.

E eu que já fiz o 9º ano há muuuuuuito tempo gostava de perceber porque raio é que se tornou dispensável. Aparentemente nem a própria Ministra da Educação o sabe explicar muito bem.

Há quem diga "ahhhhh e tal somos latinos, gostamos é de sol!!!" e eu penso no julgamento Maxi, o maior julgamento de mafiosos italianos (se há alguém tão latino como nós serão eles não?!) composto por 474 arguidos, uma testemunha chave, e que passados 22 meses estava terminado e lida a sentença. Foram condenados 360 dos arguidos.
Por comparação temos o processo Casa Pia, com 7 arguidos, um número elevado de testemunhas e que está em julgamento desde Novembro de 2004, ou seja, há quase 6 anos.
Não me digam que é da complexidade da coisa, porque mais complexos que os esquemas da máfia deve ser difícil.

Agora podia enumerar uma série de palavrões que gostaria de chamar a todos os srs que diariamente vestem um fato, colocam uma gravata, deixam a coluna vertebral no armário da roupa e se sentam numa cadeira para nos chamar BURROS à descarada, para nos abrirem a carteira, para nos obrigarem a fazer sacrifícios sem darem o exemplo.

Não me entendam mal, não tenho nada contra pagar impostos, e elevados até, desde que eu veja o retorno disso com berçários, creches, jardins de infância e escolas grátis, com condições e horários decentes. Com hospitais funcionais, transportes funcionais, preços justos, serviços públicos organizados, diminuição da taxa de crimes, justiça célere. Mas eu pago os meus impostos e tenho que pagar por tudo o resto.
Finito.

Mais uma pérola do Ricardo Araújo Pereira para quem quiser ler

Não ficam bem a toda a gente, mas eu adoro-os

aos chapéus claro, não aos palhaços. Este post veio-me à ideia depois de ler "O Palhaço" de Mário Crespo para o JN e que, entretanto, abandonou a sua colaboração com o mesmo. Polémico, irónico, põe o dedo na ferida mesmo onde dói e pelos vistos doeu a muita gente... caso para dizer "se o chapéu te serve", não me refiro ao Mário Crespo obviamente. Pelo que sei vai ser lançado dia 11 deste mês um livro de sua autoria com o nome "A última crónica".
Para descontrair ficam algumas sugestões de chapéus:

charming cloche - 350 dólares


beret in wool - 28 dólares


blue rose hat - 120 dólares

O País onde ninguém perde eleições

legislativas 2009
Sempre que há eleições neste país à beira-mar plantado não há um único partido que perca eleições, todos eles enumeram as suas vitórias nas eleições... senão vejamos:
  1. o PS venceu porque tem o maior n.º de deputados;
  2. o PSD venceu porque fez com que o PS não tivesse maioria absoluta;
  3. o CDS-PP venceu porque atingiu os 10%;
  4. o Bloco venceu porque conseguiu deputados em novos distritos;
  5. o PCD venceu porque aumentaram a percentagem de votos.

Até podia terminar com uma frase do género: "que coisa mais gira", ou, "isto só dá para rir", mas infelizmente não posso, acho que isto não tem graça nenhuma, e já está na hora de se fazer política e deixar a politiquice, de preferência fechada em caixas seladas.

a propósito de eleições

Nunca se mente tanto como: antes de umas eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada... não podia ser mais verdade

Perplexa | Perplexed

Ás vezes é assim que me sinto quando leio as notícias que se publicam nos meios de comunicação social. Alguém me pode explicar porque é que 50 mil alemães estão contra o bloqueio de pornografia infantil na Net? ou porque é que um quinto das crianças viaja na bagageira ou ao colo? e que raio de poder tem uma província chinesa para obrigar os funcionários públicos a fumar meio milhão de cigarros por ano?
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Sometimes that's how I feel when I read the news published in the media. Somebody can explain me why 50 thousand Germans are against the blocking of child pornography on the Net? or why a fifth of children travel in the trunk or the lap? and what kind of power has a Chinese province to force public officials to smoke half a million cigarettes a year?

Os transportes públicos


teimam em não funcionar neste país. Tendo que ir à Av. da Liberdade decidi deixar o carro nas Olaias, local onde trabalho, e ir de metro. Para começar tive que mudar de metro 2 vezes, ou seja: Olaias - Alameda, seguido de Alameda - Baixa-Chiado, e por fim Baixa-Chiado - Avenida. Se repararem na imagem poderia ser muito mais simples, digo eu que não percebo nada de engenharia.
No regresso encontrei a linha verde encerrada por motivos técnicos. Houve quase de imediato uma cena de violência entre dois utilizadores do metro, troca de palavrões e uns murros na bilheteira, tudo nas barbas do segurança do Metro que se limitou a ficar placidamente no mesmo sítio. Decidi procurar um autocarro como alternativa... pelo qual tive que esperar mais de vinte minutos.

Fim-de-semana produtivo

Sou refém de mim própria.
Depois de uma ida ao hospital e quase ter lá ficado internada, com uma pielonefrite, acho que só não fiquei porque não havia camas disponíveis (e viva o sistema de saúde português), tenho estado enclausurada em casa desde 6ª feira.
Consegui pintar uma das ilustrações que fiz durante a semana, fiz os acabamentos a mais algumas peças de lã e fiz 3 novos colares... também comecei a trabalhar no candeeiro de argolas, mas segundo o A. vai demorar uns meses (espero que ele esteja enganado).
Acho que foi na 6ª feira à noite, estar em casa tem destas coisas, vai-se perdendo o fio à meada, vi um documentário no RTP2 da autoria do fabuloso James Gandolfini, e que retrata os veteranos da guerra do Iraque, jovens na casa dos vinte, amputados, traumatizados... impressionante. Um documentário sério, cru e real, sem melodramas, nada americanóide que mostra em 10 pequenas entrevistas uma nova geração de americanos, produzida e promovida por um ignorante. SHAME ON YOU MR. BUSH